Geraldo Melo: “Collor fechou o Bandern para ajudar a Agripino, que era candidato dele




Geraldo Melo, em sua casa, recebendo Tancredo Neves e Ulysses Guimarães (Foto: Facebook)

Geraldo Melo coloca sua experiência à disposição de ações que ajudem a melhorar o Brasil (Foto: Facebook)
“Quero contribuir para transformar a indignação que toma conta do país em esperança”. A frase é do ex-senador Geraldo Melo, em entrevista ao Portal Aqui RN, que publicou nesta quinta-feira, 26, matéria sobre sua possível candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte.
Por telefone, Geraldo Melo conversou com o jornalista João Ricardo Correia, a quem disse que seu desejo, como tem afirmado há alguns meses, é de voltar ao Senado. “Quando a gente chega a essa fase da vida, em que cheguei, é bom ter a oportunidade não de ensinar, pois não tenho a pretensão de ensinar nada a ninguém, mas de transmitir, passar à frente a experiência”, disse.
Para ele, o comando da nação está nas mãos da nova geração. “Se eu for candidato, como fui convidado, serei a senador, pois gostaria de ter a oportunidade de poder participar, mais uma vez, das discussões dos problemas nacionais, contribuir com minha experiência. Não gostaria de ser candidato a governador, porque já fui governador e sei muito bem como é difícil, como é complicado. Fui governador, é bom lembrar disso, quando a inflação superava os 80 por cento ao mês, não era ao ano. Fui o candidato dos professores e depois de dois meses como governador, representantes dos professores fizeram meu enterro simbólico, em frente ao Palácio Potengi. Naquela época, eu era usineiro e alguns da oposição me chamavam de Barão, mas a Fetarn (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RN) ouviu todos os candidatos e depois publicou uma nota afirmando que eu era o escolhido da categoria, me viram como o melhor para o Estado “, lembrou Geraldo.

O ex-senador ainda recordou que instituiu o “reajuste automático”, seu Governo tinha calendário de pagamento dos salários dos servidores, que eram feitos com a correção monetária correspondente à inflação. “Eu estava em cima de um palanque, em Almino Afonso, quando chegou a notícia que Collor havia fechado o Bandern. Ele fez isso para me prejudicar, para ajudar José Agripino, seu candidato a me suceder. Eu apoiava Lavô (Lavoisier Maia). Agripino achava que ia ganhar facilmente, ainda no primeiro turno e a eleição foi decidida no segundo turno. Com o Bandern fechado, todo dinheiro do Estado ficou trancado e precisamos recorrer à Justiça, não tinha dinheiro para nada. Foi assim, com todas essas dificuldades que administrei o Estado”, disse.
Geraldo Melo tem conhecimento que seu nome é lembrado como pré-candidato a governador, o que foi reforçado ao saber, por meio da matéria deste Aqui RN, que um grupo de empresários, universitários, lideranças políticas e comunitárias e comunicadores estaria trabalhando nesse sentido. “Se eu puder ajudar ao Brasil a melhorar, a sair dessa situação crítica que está, mesmo sem ser candidato a nada, o farei com o mesmo empenho. Estou disposto, repito, a ajudar com minha experiência. A nova geração precisa saber o que a minha geração fez de bom, de ruim para retocar, aperfeiçoar e trabalhar para que a nação supere as dificuldades”, resumiu Geraldo Melo.



Fonte: Portal Aqui RN

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