TRILHA NO MUSEU EM CEARÁ-MIRIM

TRILHA NO MUSEU EM CEARÁ-MIRIM

sábado, 15 de abril de 2017

CIDADE DE CUITÉ / PARAÍBA

Resultado de imagem para cuite pb fotos
IGREJA MATRIZ DE CUITÉ
FOTO - SONIA FURTADO

O nome Cuité tem origem no uso que os índios que habitavam a região faziam do fruto do coitezeiro, utilizado por eles na confecção de cuias, gamelas e cochos. No dialeto indígena, Cuy significava vasilha e Eté, grande, real, ilustre.
Até o final do século XVII, o Curimataú Paraibano era habitado por tribos indígenas, pertencentes à grande nação Tarairiús, que desde os primórdios da colonização, se opuseram ao domínio luso e à conquista de suas terras. No Curimataú, habitavam as tribos Janduís, Canindés, e, especialmente, no local onde se ergue hoje a cidade de Cuité, os Sucurús. O povoamento da Serra de Cuité iniciou-se após a guerra de expulsão dos bárbaros, na qual o homem civilizado de maneira cruel e inominável exterminou os primeiros habitantes da região. Nos primeiros anos do século XVIII, aqui chegaram os primeiros povoadores, procedentes das margens dos Rio São Francisco e Zona da Mata de Pernambuco, em busca de terras propícias à lavoura é à criação de gado.

UFCG CAMPUS CUITÉ
FOTO - Nascimento1901


A primeira sesmaria concedida na região onde hoje se constitui o município de Cuité, datada de 8 de dezembro de 1704 e transcrista por João de Lira Tavares, em seu livro "Apontamentos para a História Territorial da Paraíba", refere-se ao Conde de Alvor, que através de um procurador, solicitava a terra ao longo do Olho D'água do Cuité. Ainda em dezembro de 1704, Bartolomeu Barbosa Pereira, José Gomes Pereira, Antônio Mendonça Machado e o capitão Antônio Carvalho de Vasconcelos, requereram e obtiveram datas de terras ao longo do Rio Jacu, nas proximidades da Serra de Cuité. Entretanto, os primeiros sesmeiros cuiteenses, salvo uma ou outra exceção, não vieram pessoalmente tomar posse das terra obtidas e dirigir suas fazendas, faziam isso através de procuradores.
Na mesma época, o coronel Caetano Dantas Correia requereu a data Lagoa do Cuité. A ele é atribuída a fundação do município, juntamente com sua esposa Josefa de Araújo Pereira, que doaram meia légua de terras nas proximidades do Olho D'água do Cuité, para construção de uma capela, que pretendiam erigir com invocação a Nossa Senhora das Mercês, ficando a mesma subordinada à freguesia de Caicó, no Rio Grande do Norte, até 1801. A referida escritura de doação, datada de 17 de julho de 1768, foi lavrada na povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó, pelo escrivão Antônio Gonçalves Reis Lisboa. Esta escritura é considerada como a "certidão de batismo", sendo a mesma descoberta pelo historiador Cariolano de Medeiros e transcrita na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.[6]

Museu do Homem do Curimataú Cuité ( UFCG )
FOTO - Nascimento1901

As últimas décadas do século XVIII constituem um período obscuro na história da cidade de Cuité. O certo, é que o agrupamento humano que se formou em redor da capela de Nossa Senhora das Mercês, somente após a criação da freguesia é que adquiriu delineamento urbano.[6]
Em outubro de 1827 foi criado o "Distrito de Paz de Cuité", de acordo com a Lei Provincial de n° 15, pertencente inicialmente a Vila do Brejo de Areia, posteriormente a Vila de Bananeiras.[6]
Pela Lei Provincial n° 04 de maio de 1854, a povoação da Serra de Cuité foi elevada à categoria de vila, com a denominação de Vila do Cuité. Era então Presidente da Província, o senhor João Capistrano Bandeira de Melo. Em 25 de junho de 1872, pela Lei n° 480, foi criada a Comarca de Borborema com sede na Vila do Cuité, sendo seu primeiro juiz de direito, o Dr. Alfredo da Gama Montezuma. Suspensa pela primeira vez em 1881, a referida unidade judiciária foi restaurada em 13 de dezembro de 1882, com nomeação do Dr. Ivo Magno Borges da Fonseca. Com a remoção do Dr. Ivo Borges da Fonseca para a Comarca do Conde, em agosto de 1891, a Comarca de Cuité foi novamente suspensa. E sua segunda restauração ocorreu em 14 de maio de 1900, pela Lei n°149. Na época, foram nomeados os Drs. Antônio Simões dos Santos Leal, como juiz de direito e Salustino Elvídio Carneiro da Cunha, para juiz municipal.


Por razões políticas, a Comarca de Cuité foi transferida em 29 de outubro de 1904 para "Picuhy", dando-se sua instalação em 24 de novembro do mesmo ano. Na questão, figura como pivô o deputado Graciliano Fantino Lordão, que pretendia "contentar as aspirações dos seus amigos que em parte residiam em Picuí". Em 1911, com a nova divisão administrativa do Brasil, Cuité passou a ser subordinado a Picuí, que ganhou foro de município. Esta condição durou até 18 de dezembro de 1936, quando o governado Argemiro de Figueiredo sancionou a Lei Estadual n° 99, restaurando o referido município com o nome de Serra de Cuité.[6]
A emancipação política de Cuité foi sendo fruto de um movimento popular, onde se destacaram Jeremias Venâncio dos Santos, João Venâncio da Fonseca, João Teodósio da Silva, Basílio Fonseca, padre Luiz Santiago, Rivaldo Fonseca, Benedito Venâncio, Jovino Pereira e Pedro Viana da Costa, escolhido para ser o primeiro prefeito do município, oficialmente instalado no dia 25 de janeiro de 1937. No ano seguinte, por força do Decreto Lei Estadual n° 1.164, o referido município teve seu nome simplificado para CUITÉ, sendo constituído por dois distritos: o da sede e o de Santa Rosa (Barra de Santa Rosa, que conseguiu sua emancipação em 1959).

TETXO - WIKIPEDIA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores