quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ENGENHO CAPELA EM CEARÁ-MIRIM

O Engenho Capela foi fundado por Francisco Teixeira de Araújo, que era o pai de Bernarda Dantas da Silva, futura Baronesa de Ceará-Mirim.
O historiador Nestor dos Santos Lima, chegou a afirmar que o Engenho Capela teve como seu fundador, Manuel Varela do Nascimento, que se tornou o Barão de Ceará-Mirim. Porém, o também historiador Luís da Câmara Cascudo afirma que ele só adquiriu a propriedade na primeira metade do século XIX, mais precisamente no ano de 1839, após contrair núpcias com Bernarda, filha de Francisco Teixeira de Araújo, seu primeiro proprietário.
A imagem pode conter: céu, árvore, casa, planta, atividades ao ar livre e natureza

Segundo registros, no ano de 1845 mais 04 (quatro) engenhos estavam safrejando no vale do Ceará-Mirim, dentre eles o Carnaubal que é considerado o mais antigo do nosso vale e o segundo mais antigo do Estado do Rio Grande do Norte, juntamente com os engenhos Verde Nasce e o Umburanas.
No ano de 1868, o Engenho Capela fez sua primeira reforma com o intuito de se adequar às novas exigências de produção, no que também objetivava o aumento da produtividade, tornando a mercadoria mais competitiva no mercado açucareiro. A referida reforma fez ampliações e melhorias significativas na área de infraestrutura, possibilitando, nos dias atuais, visualizar-se o arcabouço do conjunto arquitetônico, formado pelo engenho, a casa de purgar, o armazém e a casa-grande.
Em 1895, o Engenho Capela já era propriedade de Manuel Varela do Nascimento, o Barão de Ceará-Mirim e Comandante da Guarda Nacional, que permaneceu no mesmo apenas por três anos.
Em 1898, a sua propriedade foi transferida para o Dr. José Inácio Fernandes Barros, primeiro juiz de direito de Ceará-Mirim.
A imagem pode conter: planta, árvore, grama, atividades ao ar livre e natureza

Com o correr dos anos, diga-se, em 1903, o engenho passou a ter um novo proprietário, na figura de Otaviano Bitencourt, que também permaneceu por pouco tempo no engenho, logo vendendo-o ao coronel Boa Ventura de Sá, um comerciante de Ceará-Mirim, com pouca ou nenhuma habilidade para os negócios da indústria açucareira.
No mesmo ano o Engenho Capela passou a ser arrendado, processo esse que durou muitos anos.
Após longos anos de arrendamento, o Engenho Capela voltou ao domínio da família de Boa Ventura de Sá, desta feita para ser administrado pelo também comerciante e ex-prefeito de Ceará-Mirim, Waldemar Dias de Sá. Nessa época, o engenho deixando de produzir, passou a ter “fogo morto”.
Durante muitos anos, a estrutura do Engenho Capela permaneceu em bom estado de conservação e suas terras produtivas forneciam cana-de-açúcar, como matéria prima para a Usina São Francisco e, depois da fusão, para a Companhia Açucareira Vale do Ceará-Mirim.
Hoje o Engenho Capela é apenas uma ruina dentre as demais existentes no vale do Ceará-Mirim.

FONTE - ACLA

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