A seleção que Felipão divulgará na manhã desta quarta-feira (7) pode mudar a ponto de bater um recorde. Com a maior parte da lista já fechada, o técnico pode promover a maior renovação desde 1950.
O Brasil que perdeu da Holanda na África do Sul será bem diferente daquele que disputará a Copa do Mundo em casa a partir do dia 12 de junho. Na verdade, a seleção que Felipão divulgará na manhã desta quarta-feira (7) pode mudar a ponto de bater um recorde. Com a maior parte da lista já fechada, o técnico pode promover a maior renovação desde 1950.
Em toda a sua história em Copas do Mundo, o Brasil só repetiu menos de cinco jogadores de uma edição para a outra em duas oportunidades, ambas na "pré-história" da competição. Em 1934 o elenco foi totalmente reformulado em relação àquele de quatro anos antes, quando a seleção foi afetada por um racha entre Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1938, Leônidas da Silva e mais três tiveram a chance de jogar a segunda Copa seguida.
A partir de 1950, a história mudou. Desde então, o Brasil levou pelo menos cinco jogadores da Copa anterior em todas as edições. O número mínimo foi em 1958, com Castilho, Djalma Santos, Nilton Santos, Mauro e Didi; e em 1978, com Leão, Dirceu, Nelinho, Waldir Peres e Rivellino. O recorde de repetições foi em 1962, quando 14 dos 22 atletas do elenco buscavam o bicampeonato.
Entre as certezas da lista de Felipão estão somente quatro jogadores que foram à África do Sul há quatro anos: Júlio César, Thiago Silva, Daniel Alves e Ramires. Exceção feita ao lateral do Barcelona, os demais já foram até confirmados pelo treinador em uma palestra que ele deu duas semanas atrás na Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo.
O restante da convocação, porém, não deve guardar muitos veteranos de Dunga. Jefferson, com Victor ou Diego Cavalieri, são os candidatos a reserva de Júlio César. Nas laterais, além de Daniel Alves, Marcelo está garantido, com David Luiz e Dante firmes no miolo da zaga. No meio, Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar e Willian se juntariam a Ramires. Neymar, Hulk, Bernard e Fred completam a lista de certezas de Felipão. Nenhum deles jogou a Copa de 2010.
Entre aqueles que estão na briga, só Robinho e Maicon podem emendar o segundo Mundial seguido. O primeiro briga com Rafinha pela reserva de Daniel Alves, enquanto o ex-santista é uma das possibilidades de Felipão para o meio-campo ou o ataque, dependendo das possibilidades de Felipão. Destaques da última Copa, como Kaká, Lúcio, Juan e Luís Fabiano, hoje estão longe de serem lembrados, assim como coadjuvantes do naipe de Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano.
"Em 2010 já se pedia Neymar e Ganso na seleção. Pela chegada do Mano, foi natural a chegada de jogadores com uma idade pré-olímpica. Com o Felipão, essa seleção ganhou força, carisma, ganhou o público e coroou o processo de renovação. Acho que era normal a renovação", explicou o lateral Gilberto, que foi à África com Dunga e já havia estado na Alemanha quatro anos antes, com Carlos Alberto Parreira.
FONTE- NO MINUTO

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