FIQUE LIGADO: Economista orienta sobre como controlar gastos no início do ano


Início de ano traz uma série de responsabilidades e aumentos que precisam ser contabilizados na conta do mossoroense. Impostos e matrículas escolares já são marcas do ano que chegam. Além disso, compras, gastos das festas de Natal e Réveillon, e os reajustes na cesta básica também completam a lista de preocupações.
As contas não esperadas podem se tornar uma dor de cabeça para os consumidores, se não administradas com sabedoria. Especialistas apontam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) como grandes vilões do início de ano dos brasileiros, aliado a isso, os reajustes em aluguéis de imóveis também aparecem como causa de transtornos.
O professor e economista Zezineto Mendes de Oliveira explica que o brasileiro ainda tem sérias dificuldades em se educar financeiramente, uma vez que a maioria dos trabalhadores assalariados utiliza seu salário sem nenhum planejamento ou pesquisa prévia.
"O brasileiro tem um padrão de consumo ligado a sua classe social, porém no fim do ano algumas datas atípicas quebram este paradigma. Em dezembro, a empolgação gerada pelas festas natalinas amplia o consumo. Em janeiro, por sua vez, as férias, o consumo interno e as dívidas geradas por impostos desregulam de vez as economias das pessoas", diz o economista.
Zezineto ainda comenta que o 13º salário vem como uma maneira de aliviar estas dívidas, mas acaba sendo usado desregradamente. Ele complementa que no início do ano o aumento do salário mínimo impulsiona o acréscimo dos preços no comércio e serviços, ele relembra que o aumento salarial só é sentido em fevereiro, mas acontece em janeiro.
Especialista alerta que é preciso criar uma cultura organizacional nas finanças
Para os especialistas, ainda é muito difícil propor mudanças drásticas na maneira do mossoroense comprar e poupar, já que não há cultura organizacional enraizada nas finanças do brasileiro.
Na teoria, o controle é simples: o cidadão não deve gastar mais do que ganha. No entanto, na prática da maioria das famílias brasileiras não é isso que acontece. E isso prejudica ao cidadão controlar as financias no decorrer do ano.
Zezineto Mendes de Oliveira dá algumas dicas para ajudar as pessoas neste início e decorrer de 2014. O especialista enumera que evitar gastos desnecessários, criar o hábito de ter uma poupança e pesquisar muito antes de comprar já é um bom começo no processo de educação econômica.
Hábitos que ajudam em sua vida financeira
Defina metas
e objetivos
Traçar o que precisa ser pago todo mês e o que você também quer comprar com o dinheiro que sobrar.
Faça o planejamento
financeiro
Depois de saber onde deve gastar e onde quer gastar é preciso definir isto através de um bom planejamento financeiro. A planilha pode ser feita na agenda de papel ou no Excel.
Fique de olho
nos gastos excessivos
Corte os gastos supérfluos. Assim você consegue "cortar o mal pela raiz" antes que o mês acabe no vermelho.
Garanta sempre
um dinheiro reserva
Imprevistos acontecem e por mais que você tenha disciplina pode acontecer algum fato em que precise de mais dinheiro. Por isso, quem tem uma boa educação financeira sempre tem uma reserva e utiliza este dinheiro nos imprevistos.

O MOSSOROENSE

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