Petroleiros do RN decidem encerrar greve após seis dias de mobilização


Servidores do setor petrolífero avaliam como positivo o movimento grevista - ArquivoServidores do setor petrolífero avaliam como positivo o movimento grevista - ArquivoServidores da Petrobras, que mantinham paralisação nacional desde o dia 17 de outubro, decidiram pelo fim da greve na madrugada da última terça-feira (22) com anúncio oficial na manhã de ontem. A contraproposta de reajuste salarial de 8,56% oferecida pela Petrobras contemplou grevistas.
Os trabalhadores da Petrobras exigiam um aumento de 12,86%, além de melhorias nas condições de trabalho. Eles também reivindicavam o cancelamento do leilão de Libra, que aconteceu no dia 21 de outubro, além do arquivamento do Projeto de Lei (PL) 4330, que prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade determinada pela empresa, sem estabelecer limites ao tipo de serviço que pode ser alvo de terceirização.
De acordo com os membros do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro/RN), o fim da greve foi dificultado pelas cisões sindicais internas entre os trabalhadores da Petrobras. Segundo informações, todos os sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne maioria dos sindicalizados do país aceitaram a contraproposta oferecida pela Petrobras, porém foi preciso dialogar com outras federações de trabalhadores.
Segundo Pedro Idalino, diretor regional do Sindipetro/RN, além das propostas aceitas, foi acordado que a Petrobras assinará uma redação se comprometendo a não retaliar os grevistas. Ele ainda afirmou que a greve reabriu o diálogo sobre o Plano de Cargos e Carreiras que, há muito, estava esquecido pela empresa.
Um dos assuntos mais polêmicos da greve dos petroleiros, o leilão do petróleo na região do pré-sal, continua a ser pauta dos servidores. "Continuamos afirmando que o leilão é um crime de lesa-pátria, uma entrega das riquezas do Brasil às grandes empresas do exterior", afirma Pedro, que completa afirmando que em relação a isso não houve acordo, e que os debates irão continuar.
Os sindicalistas confirmam que o reajuste oferecido na contraproposta agradou a categoria, que também foi contemplada pela discussão e os ganhos sociais para os trabalhadores.
Segundo informações, uma pauta reivindicatória muito comemorada pelos grevistas foi a garantia dos direitos dos funcionários terceirizados, que a partir de agora possuem a segurança de que irão receber férias, décimo terceiro salário, adicional de periculosidade e outros benefícios, em geral restritos a funcionários da estatal.

JORNAL O MOSSOROENSE 

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