A HISTÓRIA DE UPANEMA


PARABÉNS UPANEMA!!!


A PRÉ-HISTÓRIA DE UPANEMA
Desde há muito tempo este território foi habitado, provavelmente tendo chegado os primeiros índios a esta região no período Formativo da pré-história da América.
O município de Upanema possui atualmente dois sítios arqueológicos catalogados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como também pelo NEA (Núcleo de Estudos Arqueológicos) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. São os sítios de Umarí e do Riacho Fundo.
No sítio de Umarí foram encontradas gravuras rupestres na “Pedra do Sino” (tem esse nome devido ao som que é emitido ao se bater nela com algum objeto), sendo difícil à identificação de suas figuras, isto porque além da degradação natural, esse local tem sido alvo de “vândalos”, o que se constitui uma verdadeira ameaça contra o nosso patrimônio histórico e sendo este um dos fatores que estão contribuindo para o desaparecimento dessas pinturas. O grau de integridade das figuras está em cerca de 25% de acordo com o NEA. As figuras se encontram em formações rochosas soltas no meio da caatinga, em uma propriedade particular, e localizadas bem próximas ao rio Upanema.
Em relação ao outro sítio arqueológico, o do Riacho Fundo, as pinturas se encontram, de certa forma, protegidas pela própria natureza visto que o local é de difícil acesso, mas ainda sim exposto à decomposição por fatores naturais como sol, chuva e etc. As pinturas estão localizadas no chamado “Serrotão” (uma formação rochosa com cerca de 100 metros de altitude no meio da caatinga). O sítio também está localizado em uma propriedade particular, bem próximo à barragem de Umarí. Ainda segundo o NEA, o grau de integridade dessas gravuras varia entre 25% e 75%. Próximo ao Serrotão, onde são encontradas as principais gravuras, existem outras formações rochosas que também contêm gravuras, mas, em menor número.
Os motivos da arte rupestre são em geral, bastante variados. Alguns grupos utilizaram o motivo geométrico que representa traços, círculos etc., como é o caso do sítio Santa Maria, que esta no território de Campo Grande, no limite com Upanema. Lá encontramos vários pontos feitos na pedra representando possivelmente uma espécie de calendário. Existe também o chamado motivo figurativo que representam animais, pessoas, objetos etc.
No sítio Riacho Fundo, encontramos tanto os motivos geométricos como o figurativo que aparece em maior número. Essas gravuras são bem legíveis, destacando-se uma espécie de barco, figuras humanas e também de animais além de muitos símbolos não identificáveis. (Ver anexos, figuras 1, 2 e 3)
Não se sabe ao certo quem são os autores dessas gravuras rupestres nem as datas em que foram feitas. O mais provável é que, devido à diferença de gravuras e estilos, vários grupos as tenham feitas ao longo de centenas ou quem sabe milhares de anos. A se ter uma idéia, os sítios de Umarí, Riacho Fundo e Santa Maria se encontram relativamente próximos uns dos outros, mas em nenhum encontramos gravuras semelhantes. Uma outra possibilidade que vem sendo levantada é sobre terem sido os índios os autores de algumas delas, pois demonstram terem menos de quinhentos anos. Isto só poderá ser esclarecido somente com maiores pesquisas.
É importante destacar que se faz necessário nesses sítios arqueológicos uma preservação sistemática e também preventiva. Não podemos deixar que este nosso patrimônio histórico seja dilapidado. Para isso, uma alternativa viável seria o desenvolvimento do potencial turístico desses sítios arqueológicos visto que, devido à proximidade dos sítios com a Barragem de Umarí, pode-se, facilmente, elaborar um bom roteiro turístico e transformar Upanema em um ponto turístico da região, como acontece em outras cidades. Para isso, precisa-se de políticas públicas voltadas para a preservação destes sítios, caso contrário, eles serão destruídos.


Os primeiros habitantes da região conhecida como Curral da Várzea, foram os índios Pegas, porém em 1867, o padre Francisco Adelino de Brito, natural do município de Campo Grande, deu início ao povoado utilizando faixas de terras doadas por fazendeiros das redondezas. Logo a fama das terras férteis e do clima úmido da localidade atraiu inúmeras famílias de agricultores, vindas de várias partes da região, com o objetivo de fixarem moradia.
Entusiasmado com o crescimento do núcleo populacional o padre Francisco Adelino decidiu construir em conjunto com os moradores locais, a Capela de Nossa Senhora da Conceição. Além de prestar importantes serviços no campo religioso, a capela estimulava a movimentação popular dentro dos limites do Curral da Várzea.
O povoado ganhou contornos próprios e uma organização espontânea com casas humildes que se alinhavam formando uma rua que foi chamada de rua da Palha, por que as casas eram feitas, basicamente, com folhas de carnaubeira. Em 1874, o arruado ganhou sua primeira escola. Foi nessa época de maior aglutinação de residências que o padre Adelino teve a idéia de dar um novo nome ao povoado, passando a chamar-se Conceição de Upanema, o que foi bem aceita pela comunidade.A passagem do padre Adelino pelas terras da região foi de fundamental importância para o nascimento da povoação de Curral da Várzea e posteriormente Conceição de Upanema. O padre Adelino falecido em Triunfo (anteriormente Campo Grande), entrou para a história como principal articulador do crescimento da comunidade, como animador popular, como entusiasta da fé e também como extraordinário e afamado cavaleiro, promotor de vaquejadas, sempre firme no pulso, na sela e nos domínios dos cavalos mais difíceis.
No dia 16 de setembro de 1953, pela Lei estadual nº 874, Upanema desmembrou-se de Campo Grande, tornando-se município do Rio Grande do Norte.


05° 38' 31" S 37° 15' 28" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
MesorregiãoOeste Potiguar IBGE/2008 [1]
MicrorregiãoMédio Oeste IBGE/2008 [1]
Distância até acapital268 km[2]
Características geográficas
Área881,806 km² [3]
População12 985 hab. IBGE/2010[4]
Densidade14,73 hab./km²
ClimaSemi-Árido SE
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH0,589 médio PNUD/2000 [5]
PIBR$ 75 779,535 milIBGE/2008[6]
PIB per capitaR$ 5 773,24 IBGE/2008[6]


Referências

  1. ↑ a b Divisão Territorial do BrasilDivisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2.  FEMURN. Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN. Página visitada em 7 de março de 2011.
  3.  IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4.  Censo Populacional 2010Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5.  Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do BrasilAtlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. ↑ a b Produto Interno Bruto dos Munic



FONTES:  historiadeupanema.blogspot.com/   www. wikipedia.org

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