TRILHA NO MUSEU EM CEARÁ-MIRIM

TRILHA NO MUSEU EM CEARÁ-MIRIM

terça-feira, 27 de setembro de 2011

I ENCONTRO DE TURISMÓLOGOS EM CEARÁ MIRIM



NÃO PERCA!!!!!!!!


Com o intuito de integrar os turismólogos de Ceará-Mirim para promover a divulgação das potencialidades do município e fomentar a atividade turística, a SETMADE promove o I ENCONTRO DE TURISMÓLOGOS DE CEARÁ-MIIRIM/RN. A partir do tema: “A Importância do Turismólogo no Segmento Turístico do Município” o encontro pretende mostrar o que há de melhor na cidade para, assim, despertar o interesse do profissional e, a partir daí, passar a explorá-lo de forma consciente.

Tendo como público-alvo turismólogos, estudantes, profissionais da área e interessados, o evento acontecerá no dia 25 de outubro do corrente ano, na Estação Cultural, auditório Roberto Varela às 8 horas da manhã e conta com a presença do Secretário de Turismo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Ceará-Mirim, Fernando Lessa e Mestre Tião. Ainda terá apresentações culturais locais, como: Pastoril, congos de guerra, encenação de lendas entre outros.

As inscrições para a participação no Encontro estão sendo realizadas na Secretaria de Turismo, de segunda a sexta-feira, das 08 h às 14 horas, ou ainda, pelo telefone 3274-4123.




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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A LEMBRANÇA DO ROLETE DE CANA

 
Dia desses eu vi, na feira, um rapazote vendendo roletes de cana fincados em varetas de bambu. Pois bem, aconteceu de novo: aquela velha sensação de ser tragado por um torvelinho que me arremessa no passado para reviver antigas sensações, antigas ternuras. (Aqui entra a dica para você clicar na setinha e ouvir a canção que a Rádio Antigas Ternuras, a rádio que toca no seu coração, selecionou para este post)

Eu me vi, ainda menino, sem o que fazer de útil para a sociedade em determinado momento do dia, olhando para o quintal, procurando me decidir entre subir no pé de cajá, no de goiaba, no de manga ou pegar o facão amolado e cortar e descascar cana, acabando por optar por esta última atividade.
*

Aquilo era quase um ritual litúrgico! Abrir a gaveta da mesa da varanda, desembainhar a peixeira do tempo de meu pai e selecionar naquela touceira o melhor caule da planta do gênero Saccharum, tão estreitamente vinculada com a História do Brasil. Com um golpe só, decepava a bicha no talo. Os pés de cana do nosso quintal eram grossos feito bambus. Diziam que não eram tão doces quanto a cana caiana, aquela que quando madura ficava amarelinha e era fina feito as canelas de minha irmã. Digo isso me referindo às canelas dela naquele tempo. Hoje, não lembram mais cana. Estão mais para tronco de peroba-do-campo ( se ela ler isso, me arranca o couro...).
*

Independente da grossura do caule da nossa cana, ela era tão docinha...
Uma vez cortada, eu me dedicava a limpar, cortar os olhinhos, seccionar a parte das folhas afiadas feito navalha. Uma vez limpinha, eu cuidava de cortá-la em pedaços menores para facilitar o descasque. Os anos de prática me davam extrema habilidade nesse processo. Era fazer um pequeno talho na parte alta do nó e, com um movimento da faca, um pedaço da casca grossa levantava, daí era só deslizar a lâmina e ele voava longe. Criteriosamente, eu removia todo aquele invólucro cor de vinho tinto e a carne da cana, em tom entre o amarelo claro e o verde lavado se me oferecia com languidez. O passo seguinte era cortar o nó, e isto eu fazia segurando o pedaço da cana com a mão esquerda e, com a outra mão decepando a parte indesejada com um movimento em círculo feito com a peixeira. Cortava o nó de cima, cortava o nó de baixo. Eis que eu tinha um rolete de uns dez centímetros implorando pelos meus dentes.
*

Calma, ainda faltava um bocadito para o meu prazer. Apoiava a lâmina da faca em transversal no alto do rolete e batia com a mão na parte sem corte para que a faca deslizasse rompendo aquele pequeno cilindro que se dividia em duas metades. Juntava estas partes e fazia a mesma coisa, cortando em cruz. Logo, eu tinha quatro pequenos talos umedecidos pelo corte do facão. Era como uma mulher amada, molhada de desejo, pronta para ser sorvida pelo amante hábil e carinhoso. Introduzia na boca aquele pedaço de prazer, mordendo com molares e pré-molares num canto da bochecha, recebendo na língua o gozo da cana, sumo generoso, mel de prazer que me enchia a boca, excitando-me as papilas gustativas, misturando-se às minhas secreções. Eu praticamente fazia amor com aquele pedaço de vegetal.
*

Para me tirar daquele enlevo, só a voz de meu irmão, quebrando o momento mágico, pedindo:
- Me dá um pedaço?
Eu cortava mais um rolete e entregava ao pidão, dizendo: “desinfeta, pirralho!” e o via realmente sumir, mordiscando o naco adocicado, cuspindo o bagaço no chão do terreiro.
Naquele momento, eu não imaginava que estava revivendo um gesto histórico, que tantos outros fizeram. Imagino quantos negros escravos, em raros momentos de descanso, também se dedicavam a sorver o caldo da cana abocanhada entre os dentes, para depois lançar longe o bagaço exangue.
*
Tudo isso passou pela minha mente, num átimo, na velocidade do pensamento, quando vi os roletes de cana que o rapaz vendia na feira de uma rua de um Rio de Janeiro urbano, esquecido desses pequenos prazeres. O torvelinho da feira me engoliu e diluiu meus pensamentos, como que me chamando para a realidade. Mas eu sabia muito bem que dentro de mim o menino ainda chupava aquela cana e assoviava um chamamento para que eu me juntasse a ele...
M.S.

FONTE: http://antigasternuras.blogspot.com/2010/05/ah-essa-cana.html
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ENGENHO CRUZEIRO


RUÍNAS DO ENGENHO CRUZEIRO, CASA GRANDE E A CAPELA

O Engenho Cruzeiro em Ceará-Mirim, foi fundado pelo inglês Samuel Bolshaw, natural de Manchester, onde nasceu em 1838. Em 1870, aquele súdito britânico já se encontrava na nossa Província, quando, a 19 de maio, contratou com o Presidente Silvino Elviro Carneiro da Cunha, o transporte de cargas e reboque de navios, a ser desenvolvidos no Rio Potengi mediante um barco a vapor, moderno e devidamente aparelhado. Mr. Bolshaw era sócio, no empreendimento, de Afonso de Paula Albuquerque Maranhão. À falta de capitais suficientes, o empreendimento não pôde ser devidamente concretizado. Em 1872, Samuel Bolshaw encontrava-se na vila do Ceará-Mirim, casando-se com D. Joaquina, filha de Victor José de Castro Barroca, senhor do tradicional Engenho “Verde Nasce”. Foi então que o britânico fundou o Engenho Cruzeiro, no vale do Ceará-Mirim, e hoje, foi demolido.
O mecanismo inteiramente novo implantado por Bolshaw no seu engenho, teve influência modificadora nos equipamentos açucareiros da fértil região. Mr. Bolshaw foi o responsável por grandes plantações canavieiras, nos vales do Maxaranguape, Punaú e Fonseca.
Do Ceará-Mirim, o dinâmico britânico transferiu-se para Goianinha e Arês, onde também criou centros de produção. Sua ação logo atingiu a ilha do Maranhão, no município de Canguaretama.
Bolshaw tornou-se um homem exclusivamente do campo, não tendo sido atraído pela vida mais fácil da capital. Sua descendência perpetuou-se no Brasil, através dos casamentos de suas filhas.
Samuel Bolshaw faleceu na então vila de Arês, aos 9 de julho de 1899. Com apenas 61 anos, achava-se esgotado pela batalha vital. Câmara Cascudo visitou, há muitos anos, o túmulo do dinâmico súdito de Sua Majestade Britânica, existente no cemitério de Arês.
Sintetizando a personalidade de Mr. Bolshaw, Câmara Cascudo assim o descreveu: “Era homem de imaginação prática, trabalhador inesgotável de planos, com iniciativas e esforços no terreno econômico, merecedor de recordação”.

A Casa-Grande do Engenho foi construída no final do século passado, concluída provavelmente em 1899, segundo a inscrição existente na fachada. Trata-se de um prédio de relevante interesse arquitetônico. Desenvolve-se sobre um porão alto, com forro de madeira, que constitui o piso do pavimento superior.
O prédio, de grandes proporções, apresenta uma fachada bastante vazada por portas e várias janelas, todas em vãos de vergas retas. As janelas são compostas de duas folhas de madeira pintada, com bastantes bandeiras de vidro.
A casa possui cobertura com duas águas, apresentando frontões triangulares e platibanda com ornamentos de massa, arrematada por cornija. O interior da casa conserva ainda o antigo piso de tijoleira, e tabuado corrido sobre o porão.
Apesar de manter a mesma grandiosidade de sua volumetria e a mesma distribuição interna, é bastante precário o seu estado de conservação. Apresenta-se a casa abandonada, praticamente em ruínas. Algumas de suas paredes já desmoronaram.

A Capela do engenho foi edificada ao lado da residência, em 1904, pelo então proprietário do engenho, o coronel Francisco José Soares. Trata-se de um sólido edifício, de relevante valor arquitetônico, desenvolvido em um único pavimento. O templo apresenta partido de planta cruciforme, em cujo trancepto foi construída uma cúpula. A nave principal da capela possui cobertura de duas águas, apresentando na fachada um frontão triangular ladeado por duas torres abertas para superior, por grandes arcadas com cercaduras e colunatas de massa. A cobertura dessas torres foi confeccionada em forma de pirâmide.
O acesso à capela é valorizado por uma escadaria, possuindo uma porta central em vão de verga reta, encimada por dois óculos, além de uma pequena janela e um ninho. As capelas laterais também apresentam cobertura de duas águas, com telhas de cerâmica.
O templo mantém as mesmas características de sua fábrica original, tanto em relação a sua volumetria, quanto à sua distribuição interna. Apenas uma modificação foi introduzida: a substituição de quatro vitrais nas fachadas laterais, por janelas de madeira.
O piso do templo é revestido de cimento e tijoleria, apenas na capela-mor. Possui colunas internas com acabamento esmerado. O madeiramento de estrutura da cobertura foi cuidadosamente selecionado, tendo sido utilizadas peças de madeiras, caprichosamente trabalhadas, na confecção das tesouras.
Ainda é realizada missa uma vez por mês, pelo vigário Cônego Rui Miranda e é regular o seu estado de conservação. A casa-grande e a capela do engenho cruzeiro em Ceará-Mirim formam um conjunto arquitetônico de expressivo valor, que merece ser contemplado com recursos suficientes para a sua estabilização, evitando-se assim um iminente desmoronamento, o que representaria uma lastimável perda, para a cultura e a memória do Vale dos Canaviais.


fonte: gibsonmachadocm.blogspot.comO Poti - Jeanne Fonseca Leite Nesi - 07/08/1991, 

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ARTISTA DA NOSSA TERRA - VILELA

  VILELA

Artista plástico deste município, Francisco Vilela da Silva reside na Travessa José Inácio F. Barros, 210 – Centro - Ceará-Mirim/RN..
Francisco Vilela, além de artista plástico e poeta, é funcionário público.
As pinturas de Vilela são dos mais variados estilos: arte abstrata, cubista, acadêmica, naífe, arte contemporânea, arte com cera e reaymade (confeccionada com objetos prontos).
Ao mostrar o acervo em seu ateliê, costuma destacar todos os detalhes de cada obra. Sua arte favorita é a naífe, que considera meiga e inocente.
Vilela já expôs em vários lugares:
Feira de Artes – Ceará-Mirim
Feira de Artes – Natal
Biblioteca Pública de Ceará-Mirim (2001)
Cinemax – Ceará-Mirim (2002)
Caixa Econômica Federal – Ceará-Mirim (2003)
Centro de Estudos e Biblioteca Professor Américo de Oliveira Costa – Natal (2002/2003 – Coletiva)
II Salão Semana da Marinha – Natal (2004)
Central Shopping – Ceará-Mirim (2004)
XI Salão de Artes Visuais- Natal (2007)
Loto Vale – Ceará-Mirim (2008)
Como curador, montou as exposições coletivas de Artes Visuais em Ceará-Mirim: CORES E FORMAS e CORES DO MUNDO (2004/2005)

Tem trabalhos publicados:
Revista Galeria em Tela - São Paulo, 2004 – Ano 3 n•s: 40 e 41.
Jornal de Ceará-Mirim (1995, 1996)
Jornal de Natal (1996, 1997, 1998 e 2001)
Jornal O Vale – Ceará-Mirim (2005)

Participação em livros:
Poetas e Ecritores Contemporâneos (OICC – Ordem Internacional das Ciências e da Cultura – Coleção Olavo Bilac, Vol. III e IV, 1995 – 1996 – Brasília-DF).
Deixa Viver – Poesia Viva (UMES) Vol. I – 1996 – Natal/RN.
Vigor de Primavera, Vol. II, 1999, Edição Arnaldo Giraldo, São Paulo/SP.
Energia Latente – Vol.II, 1999, Edições Arnaldo Giraldo, São Paulo/SP.

Vilela tem um livro inédito a ser publicado: “Não me prendas” – Poesias. Trata-se de um trabalho árduo que lhe custou vários meses de sacrifício. Não conseguiu patrocínio para editá-lo. Quando conseguir espera que o resultado final desta sua obra ( a impressão gráfica) esteja a altura do seu conteúdo. A seguir uma pequena mostra do seu talento com pincéis:


Rendeira
Cristo azul
Lampião
Fundo do mar
Natureza morta

FONTE: grandecearamirim.blogspot.com

APOIO CULTURAL 

ARTE E ENCANTO


A Prefeitura de Ceará-Mirim promove nesta sexta-feira 16/09 mais uma edição do Projeto Arte & Encanto, a partir das 19h30 no auditório “Prefeito Roberto Varela” da Estação Cultural.
O projeto cultural, é realizado uma vez por mês, pela Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social-Semthas, em parceria com a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte, Cultura e Lazer, e Fundação de Cultura Nilo Pereira, com apoio das demais secretarias e órgãos do governo municipal.
O encontro, que reúne todas as faixas-etárias de idade, apresenta nesta 8ª edição, show com o cantor Joãozinho e Banda Kairus, além das seguintes apresentações culturais: Ação Art & Dance da Academia Atlética; Grupo de Dança Flor do Sertão de Massaranduba; Grupo de Dança Swing Atrevido de Maxaranguape; Grupo de Dança True Love de Ponta do Mato; Grupo Renovação do bairro Nova Descoberta e uma apresentação da Drag Queen Raika Bom Bom de Ceará-Mirim.
A entrada custa apenas  1 kg de alimento não perecível. Com a aquisição dos alimentos, a Semthas distribui cestas básicas com as famílias carentes de Ceará-Mirim.
O evento já é considerado um grande encontro de arte, cultura, esporte, música, poesia, espetáculos teatrais e entretenimento, dando exemplos de trabalhos que conseguem dar um salto qualitativo no fortalecimento da cidadania de adolescentes, jovens e adultos de Ceará-Mirim.
FONTE: Jorge Moreira: Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Ceará-Mirim.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

AULAS DE CAMPO EM CEARÁ-MIRIM SERAM RECEPCIONADAS PELO BARÃO

“O grande diferencial de Ceará-Mirim é o turista ser recepcionado por um guia, caracterizado de barão. Isso não existe em lugar algum do Brasil. Sem dúvida o município possui uma riqueza cultural peculiar, uma verdadeira gama de atrativos turísticos, somados ao carisma e a hospitalidade do povo. O que não acontece em outras cidades”.
  (MARÍLIA FALCÃO,CONSULTORA DO SEBRAE NACIONAL E DO MINISTÉRIO DO TURISMO)


O BARÃO(FRANCISCO GUIA)


O BARÃO E A BARONESA


“Vivenciar Ceará-Mirim é surpreendente, conhecer a cidade foi além das minhas expectativas, primeiro por ter uma característica única, a de estar localizada em um vale, e segundo pelo conjunto de atrações turísticas, que vão desde a culinária, ao artesanato, as manifestações culturais e belezas naturais”, afirmou Marília Falcão, Consultora do Ministério do Turismo.

O BARÃO NO ENGENHO VERDE NASCE

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A HISTÓRIA DE PARNAMIRIM - RN

Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre 1600 e 1633 (ano da invasão holandesa), com várias referências a topônimos que hoje fazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu, com seus nomes antigos, é uma delas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores e da cobiça dos fidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas e despovoadas por séculos.

Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante 18 quilômetros de Natal. A área era conhecida como “a planície de Parnamirim” e fazia parte do Engenho Cajupiranga.
Em 1927, o português Manuel Machado passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias.

No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Em 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos.
Dessa forma, a Compagnie Generale Aéropostale – CGA (antiga Compagnie Générale d´Entreprise Aéronautique – CGEA) instalou o campo de pouso (para ser a cabeça da linha transatlântica na América do Sul) numa área doada pelo então dono da maior parte das terras pertencentes ao “município”, o comerciante Manuel Machado, que contava com a imediata valorização do restante da sua propriedade.

Nesse mesmo período, foi construída “uma estrada de rodagem, ligando Natal ao campo de aviação em Pitimbu”, facilitando, assim, a instalação da Aéropostale no Estado. Essa estrada, na verdade, era uma estrada carroçável que saía do caminho que levava ao porto dos Guarapes, em Macaíba, passava pelo engenho Pitimbu e acompanhava a linha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo.

Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da Aéropostale, que viria a ser absorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaços de terra para a ampliação do “aeroporto de Parnamirim”.

Em 1933, a Air France absorveu todas as companhias privadas de aviação civil. Novos investimentos foram feitos no campo e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal. A partir daí, ficou reconhecida a importância de Parnamirim para o desenvolvimento da aviação internacional.

Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial, o governo Vargas se viu forçado a assinar um acordo de defesa mútua (julho de 1941), ceder as áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (outubro de 1941), romper relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão (janeiro de 1942) e, por fim, em 22 de agosto, declarar guerra aos países do Eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.
Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar a auto-estima brasileira, o governo criou por decreto a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para o surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, eles estavam construindo um novo campo, a Base Leste: Parnamirim Field, o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viria a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.

Em termos estratégicos, Parnamirim Field foi a base de um triângulo que apontava para o “teatro de operações” (o norte da África e o sul da Europa), onde a sorte dos aliados contra os nazistas estava sendo lançada. Este triângulo era identificado nos mapas estratégicos norte-americanos como Trampoline of Victory.

Somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição da Alemanha, a Base Leste foi entregue a Força Aérea Brasileira. No mesmo ano foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 1951.
Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, o presidente Jânio Quadros criou a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como conseqüência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de “Capital Espacial do Brasil”, desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levar am à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes já é conhecido e comprovado pela sua posição estratégica em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.

LOCALIZAÇÃO
05° 54' 57" S 35° 15' 46" O05° 54' 57" S 35° 15' 46" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008 [1]
Microrregião Natal IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Natal (ao norte), Macaíba (a oeste) São José do Mipibu e Nísia Floresta (ao sul) e Oceano Atlântico (a leste).
Distância até a capital 12 km[2]
Características geográficas
Área 120,202 km² [3]
População 208 425 hab. (RN: 3º) –  IBGE/2011[4]
Densidade 1 733,96 hab./km²
Altitude nivel do mar m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,76 (RN: 2°) – médio PNUD/2000 [5]
PIB R$ 1 654 984,717 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 9 255,08 IBGE/2008[6]

FONTE: www.parnamirim.rn.gov.br,  wikipedia.org.

A HISTÓRIA DE MACAIBA - RN

No início do século XVII, precisamente em 1614, o Capitão Francisco Rodrigues Coelho, recebeu algumas datas de terra, que deram origem ao Ferreiro Torto, e ergueu o Segundo Engenho da Capitania do Rio Grande: o Engenho Potengí.

Em meados do século XVII, Macaíba ainda não existia como unidade político-administrativa. Somente os sítios do Ferreiro Torto, Uruaçú e Jundiaí eram habitados por portugueses, mestiços e índios que trabalhavam na agricultura rudimentar, exploração de engenho e pecuária.

No século XVIII, entre 1780 e 1795, surgiu o primeiro nome da vila emergente: Coité. Este nome foi dado pelo Coronel Manoel Teixeira Casado.
Árvore de grande fruto não comestível, que servia para fazer vasilhas, era muito vista em toda a vila. O proprietário do povoado era o português Francisco Pedro Bandeira, que se instalou no fluorescente Engenho.
Por volta de 1855, Fabrício Gomes Pedroza, paraibano de Areia, comerciante de alto prestígio, mudou o nome de Coité para Macaíba, uma palmeira com frutos pequenos, buchuda no meio, apreciada por muitos, inclusive por ele. Existiam muitos exemplares da palmeira na propriedade do comerciante “Seu Fabrício”.

No final do século XIX, precisamente no dia 27 de outubro de 1877, através da Lei 801, a Vila foi elevada à categoria de Município, denominando-se Município de Macaíba, ganhando, portanto autonomia político-administrativa. Somente em 1882 foi conhecido seu primeiro administrador, o senhor Vicente de Andrade Lima.

Macaíba, cidade localizada às margens do Rio Jundiaí, é berço de muitos filhos ilustres, dentre eles Auta de Souza, poetisa; seu irmão Henrique Castriciano de Souza (ex-vice-Governador do Estado, Fundador da Escola Doméstica de Natal e da Academia Norte-riograndense de Letras); Dr. Octacílio Alecrim, escritor e um dos mais respeitados juristas do seu tempo; Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, professor, político, aeronauta inventor do dirigível balão PAX; Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, ex-Governador do Estado por dois mandatos; Augusto Tavares de Lyra, ex-Governador, ex-Ministro de Estado do governo Afonso Pena e um dos maiores oradores do Brasil.

Como pontos históricos destacam-se o Solar do Ferreiro Torto, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Capela de São José (mais antiga da cidade), o Solar da Madalena, Capela da Soledade, casa onde nasceu Henrique Castriciano, Obelisco Augusto Severo, Casarão dos Guarapes e Solar Caxangá.
 
LOCALIZAÇÃO
05° 51' 28" S 35° 21' 14" O05° 51' 28" S 35° 21' 14" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Macaíba IBGE/2008[1]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Natal, Parnamirim, São José de Mipibu, Vera Cruz, Bom Jesus, São Pedro, Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante
Distância até a capital 14 km[2]
Características geográficas
Área 512,487 km² [3]
População 70 586 hab. (RN: 5º) –  IBGE/2011[4]
Densidade 137,73 hab./km²
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,665 (RN: 34°) – médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 608 621,296 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 9 311,69 IBGE/2008[6]
 
FONTE: www.prefeiturademacaiba.com.br, wikipedia.org.

A HISTÓRIA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE-RN


No passado, o território do Rio Grande do Norte era ocupado por tribos indígenas – os potiguares e os cariris, que faziam parte da nação tupi. Na área de São Gonçalo do Amarante estavam instalados os índios Potiguares que em tupi-guarani significa comedores de camarão. Dessa tribo se destaca o índio Poti, também conhecido por Felipe Camarão, que nasceu na tribo de Extremoz onde atualmente está localizada a cidade de mesmo nome.

A primeira penetração no território de São Gonçalo do Amarante aconteceu provavelmente no século XVII, pois segundo registros, há afinidade entre aqueles que construíram a expedição de Jerônimo de Albuquerque, quando este conquistou o Rio Grande do Norte, e a chegada dos portugueses nos limites do município. Além da origem genética dos índios Potiguares os sãogonçalenses ainda têm influências dos povos europeus (portugueses, franceses, holandeses e espanhóis).

Emancipação Política

A história do processo de emancipação política de São Gonçalo do Amarante foi atribulada, chegando o município várias vezes a perder sua soberania. A criação do município aconteceu em 11 de abril de 1833 durante o governo de Manoel Lobo de Miranda Henrique, que possuía laços de parentesco com famílias de São Gonçalo.

Em 1856, no governo de Antônio Bernardes de Passos, a doença “cólera-morbo” tornou-se uma epidemia e matou 171 pessoas em São Gonçalo do Amarante. Diante desse fato a vila ficou completamente decadente e devastada.

Por volta de 1868 o lugar foi incorporado ao município de Natal perdendo sua autonomia, de acordo com uma lei assinada pelo governador da província Gustavo Augusto de Sá. A vila só seria novamente levada a condição de município em 1874 no governo de João Capistrano Bandeira de Melo Filho.

Em novembro de 1879, mais um golpe era aplicado ao povo de São Gonçalo, que nesse ano foi transferido para a vila de macaíba (antigo cuité). Com a proclamação da República do Brasil, o vice-presidente José Inácio Fernandes Barros desmembrou São Gonçalo do Amarante de Macaíba, através de um decreto datado de 1890. Em 1938 a antiga vila de São Gonçalo era elevada a condição de cidade.

Decorrido mais de meio século, por causa de um novo decreto de 1943, São Gonçalo perdeu novamente a sua soberania, tendo parte das terras transferidas para a vila de São Paulo do Potengi e a outra parte doada ao território de Macaíba.

A emancipação definitiva só veio acontecer em 11 de dezembro de 1958, pelo decreto 2.323, promulgado pelo vice-governador Dr. José Augusto Varela.



localização

05° 47' 34" S 35° 19' 44" O05° 47' 34" S 35° 19' 44" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Macaíba IBGE/2008[1]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Natal (a leste), Macaíba (ao sul), Ceará-Mirim (ao norte) e Ielmo Marinho (a oeste)
Distância até a capital 11 km[2]
Características geográficas
Área 251,308 km² [3]
População 89 044 hab. (RN: 4º) –  IBGE/2011[4]
Densidade 354,32 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,695 (RN: 17°) – médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 660 111,278 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 274,56 IBGE/2008[6]


FONTES: www.saogoncalo.rn.gov.br, wikipedia.org

A HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU -RN


                            





Fundação 1758 Significado do Nome Mipibu é uma palavra de origem Tupi que significa surgir subitamente.

Aldeamento

O aldeamento que deu origem ao município, por volta de 1630, já era citado nos relatórios da Capitania do Rio Grande do Norte, como dos mais antigos e populosos. Existiam na capitania, cinco ou seis aldeias, totalizando 750 índios. Os primeiros habitantes foram Tupis e, provavelmente, Cariris. A principal aldeia chamava-se Mopebu.

No final do século XVII, o aldeamento, com vida social em vias de organização, foi entregue aos frades capuchinhos, que ali se conservaram até 1762. Com a instalação da Vila de São José do Rio Grande, em homenagem ao príncipe D. José Francisco Xavier, filho de D. Maria I, os administradores civis assumiram a direção do povoado.

Formação Administrativa

O distrito foi criado por alvará de 03 de julho de 1758, e o município, com a denominação de São José, por alvará de 03 de maio de 1788, confirmado pela Carta Régia de 14 de setembro do mesmo ano. A instalação ocorreu em 22 de fevereiro de 1762. A Lei Provincial 125, de 16 de outubro de 1845, elevou a sede municipal a categoria de cidade, com o nome de Mipibu. Dez anos depois, passou a São José de Mipibu. Na divisão administrativa de 1911, o município, com a denominação de São José de Mipibu, figurou apenas com o distrito-sede, situação em que permanece.

Organização Judiciária

O Termo foi criado em 06 de setembro de 1845 e a Comarca, em 26 de julho de 1875. De segunda entrância, sua jurisdição abrange os termos de São José de Mipibu e Nísia Floresta. O poder judiciário é exercido pelo juiz de direito e o ministério público é representado pelo promotor.

A cidade de hoje

Em São José de Mipibu, que outrora foi palco de grandes eventos e exibições dos folguedos populares em datas festivas, pertencentes ao rico folclore nordestino, hoje a população convive com modernas diversões a cargo das novas gerações.

Ainda hoje a cidade se destaca das demais da região agreste, pela imponência de sua Matriz, seus sobrados e casarões, todos centenários e em estilo colonial e barroco, bem como pela hospitalidade do seu povo com os visitantes que aqui comparecem quando da realização de festas e eventos previstos no calendário anual da cidade. 

LOCALIZAÇÃO
06° 04' 30" S 35° 14' 16" O06° 04' 30" S 35° 14' 16" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Macaíba IBGE/2008[1]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Macaíba, Parnamirim, Nísia Floresta, Arez, Brejinho, Monte Alegre, e Vera Cruz
Distância até a capital 31 km[2]
Características geográficas
Área 293,877 km² [3]
População 40 149 hab. (RN: 10º) –  IBGE/2011[4]
Densidade 136,62 hab./km²
Altitude 58 m
Clima tropical chuvoso com verão seco As’
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,671 (RN: 31°) – médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 196 777,049 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 5 163,53 IBGE/2008[6]

FONTES:  www.saojosedemipibu.rn.gov.br, wikipedia.org



A HISTÓRIA DE TOUROS

Em 1501 o Rei de Portugal enviou uma esquadra ao litoral potiguar, comandada por Gaspar de Lemos com objetivo de visitar as terras recém descobertas e oficializar o domínio sobre elas. O local do desembarque foi na orla marítima de Touros, mais precisamente em área hoje localizada na divisa dos municípios de Pedra Grande e São Miguel do Gostoso. Ao chegarem à região a primeira providência dos portugueses foi fixar um marco feito em pedra mármore, com a inscrição do ano de 1501 e o desenho da Cruz da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, a Cruz da Malta. Os portugueses tinham o costume de conduzir esses marcos para demarcarem as novas terras conquistadas. Apesar da presença inicial dos portugueses no território, a povoação não chegou a se tornar uma realidade. O segundo desembarque de tropas aconteceu em abril de 1638, quando 1.400 homens chefiados por Luis Barbalho não atingindo seu objetivo, prosseguiram em viagem marítima até à praia dos Marcos, onde desembarcaram. As tropas partiram via terrestre rumo a Salvador deixando em nossas terras quatro canhões fixados sobre um rochedo encravado na praia.


 No final do século XVII e início do século XVIII, a expansão agrícola dos municípios de Extremoz e Ceará-Mirim deu início ao desenvolvimento do terrítório. Durante o período da grande seca que se abateu no Rio Grande do Norte, nos idos de 1792 a 1796, a área de Touros experimentou sinais efetivos de crescimento populacional, ao receber um grande número de trabalhadores agrícolas e sertanejos, que fugindo da grande estiagem se instalaram na região em busca de terras boas para a criação de gado e para a plantação de lavouras. Segundo os mais antigos o nome Touros pode ter vindo da existência de um rochedo situado na praia com as formas de uma cabeça de touro, ou foi dado pelos portugueses numa referência a um grande rebanho de gado existente na região. No século XVIII, quando os portugueses começaram a se fixar definitivamente, chegou à região a imagem de Bom Jesus dos Navegantes padroeiro do município, cuja origem é difusa não se sabendo se veio por mar ou por terra, se foi promessa ou doação.

A construção da sua capela teve início em 1778, sendo concluída em 1800. Em 1832 foi instalada a freguesia do Bom Jesus dos Navegantes do Porto de Touros. No dia 11 de abril de 1833, pela Resolução do Conselho do Governo, Touros foi desmembrado Ceará-Mirim tornando-se município do Rio Grande do Norte.

05° 11' 56" S 35° 27' 39" O05° 11' 56" S 35° 27' 39" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008 [1]
Microrregião Litoral Nordeste IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Oceano Atlantico (ao norte e leste), Pureza (ao sul), Rio do Fogo (a sudeste), São Miguel do Gostoso (a noroeste), João Câmara (a sudoeste) e Parazinho (a oeste)
Distância até a capital 87 km[2]
Características geográficas
Área 839,351 km² [3]
População 31 335 hab. (RN: 15º) –  IBGE/2011[4]
Densidade 37,33 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,595 médio PNUD/2000 [5]
PIB R$ 143 828,060 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 742,89 IBGE/2008[6


FONTE:  wikipedia.org

A HISTÓRIA DE UPANEMA


PARABÉNS UPANEMA!!!


A PRÉ-HISTÓRIA DE UPANEMA
Desde há muito tempo este território foi habitado, provavelmente tendo chegado os primeiros índios a esta região no período Formativo da pré-história da América.
O município de Upanema possui atualmente dois sítios arqueológicos catalogados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como também pelo NEA (Núcleo de Estudos Arqueológicos) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. São os sítios de Umarí e do Riacho Fundo.
No sítio de Umarí foram encontradas gravuras rupestres na “Pedra do Sino” (tem esse nome devido ao som que é emitido ao se bater nela com algum objeto), sendo difícil à identificação de suas figuras, isto porque além da degradação natural, esse local tem sido alvo de “vândalos”, o que se constitui uma verdadeira ameaça contra o nosso patrimônio histórico e sendo este um dos fatores que estão contribuindo para o desaparecimento dessas pinturas. O grau de integridade das figuras está em cerca de 25% de acordo com o NEA. As figuras se encontram em formações rochosas soltas no meio da caatinga, em uma propriedade particular, e localizadas bem próximas ao rio Upanema.
Em relação ao outro sítio arqueológico, o do Riacho Fundo, as pinturas se encontram, de certa forma, protegidas pela própria natureza visto que o local é de difícil acesso, mas ainda sim exposto à decomposição por fatores naturais como sol, chuva e etc. As pinturas estão localizadas no chamado “Serrotão” (uma formação rochosa com cerca de 100 metros de altitude no meio da caatinga). O sítio também está localizado em uma propriedade particular, bem próximo à barragem de Umarí. Ainda segundo o NEA, o grau de integridade dessas gravuras varia entre 25% e 75%. Próximo ao Serrotão, onde são encontradas as principais gravuras, existem outras formações rochosas que também contêm gravuras, mas, em menor número.
Os motivos da arte rupestre são em geral, bastante variados. Alguns grupos utilizaram o motivo geométrico que representa traços, círculos etc., como é o caso do sítio Santa Maria, que esta no território de Campo Grande, no limite com Upanema. Lá encontramos vários pontos feitos na pedra representando possivelmente uma espécie de calendário. Existe também o chamado motivo figurativo que representam animais, pessoas, objetos etc.
No sítio Riacho Fundo, encontramos tanto os motivos geométricos como o figurativo que aparece em maior número. Essas gravuras são bem legíveis, destacando-se uma espécie de barco, figuras humanas e também de animais além de muitos símbolos não identificáveis. (Ver anexos, figuras 1, 2 e 3)
Não se sabe ao certo quem são os autores dessas gravuras rupestres nem as datas em que foram feitas. O mais provável é que, devido à diferença de gravuras e estilos, vários grupos as tenham feitas ao longo de centenas ou quem sabe milhares de anos. A se ter uma idéia, os sítios de Umarí, Riacho Fundo e Santa Maria se encontram relativamente próximos uns dos outros, mas em nenhum encontramos gravuras semelhantes. Uma outra possibilidade que vem sendo levantada é sobre terem sido os índios os autores de algumas delas, pois demonstram terem menos de quinhentos anos. Isto só poderá ser esclarecido somente com maiores pesquisas.
É importante destacar que se faz necessário nesses sítios arqueológicos uma preservação sistemática e também preventiva. Não podemos deixar que este nosso patrimônio histórico seja dilapidado. Para isso, uma alternativa viável seria o desenvolvimento do potencial turístico desses sítios arqueológicos visto que, devido à proximidade dos sítios com a Barragem de Umarí, pode-se, facilmente, elaborar um bom roteiro turístico e transformar Upanema em um ponto turístico da região, como acontece em outras cidades. Para isso, precisa-se de políticas públicas voltadas para a preservação destes sítios, caso contrário, eles serão destruídos.


Os primeiros habitantes da região conhecida como Curral da Várzea, foram os índios Pegas, porém em 1867, o padre Francisco Adelino de Brito, natural do município de Campo Grande, deu início ao povoado utilizando faixas de terras doadas por fazendeiros das redondezas. Logo a fama das terras férteis e do clima úmido da localidade atraiu inúmeras famílias de agricultores, vindas de várias partes da região, com o objetivo de fixarem moradia.
Entusiasmado com o crescimento do núcleo populacional o padre Francisco Adelino decidiu construir em conjunto com os moradores locais, a Capela de Nossa Senhora da Conceição. Além de prestar importantes serviços no campo religioso, a capela estimulava a movimentação popular dentro dos limites do Curral da Várzea.
O povoado ganhou contornos próprios e uma organização espontânea com casas humildes que se alinhavam formando uma rua que foi chamada de rua da Palha, por que as casas eram feitas, basicamente, com folhas de carnaubeira. Em 1874, o arruado ganhou sua primeira escola. Foi nessa época de maior aglutinação de residências que o padre Adelino teve a idéia de dar um novo nome ao povoado, passando a chamar-se Conceição de Upanema, o que foi bem aceita pela comunidade.A passagem do padre Adelino pelas terras da região foi de fundamental importância para o nascimento da povoação de Curral da Várzea e posteriormente Conceição de Upanema. O padre Adelino falecido em Triunfo (anteriormente Campo Grande), entrou para a história como principal articulador do crescimento da comunidade, como animador popular, como entusiasta da fé e também como extraordinário e afamado cavaleiro, promotor de vaquejadas, sempre firme no pulso, na sela e nos domínios dos cavalos mais difíceis.
No dia 16 de setembro de 1953, pela Lei estadual nº 874, Upanema desmembrou-se de Campo Grande, tornando-se município do Rio Grande do Norte.


05° 38' 31" S 37° 15' 28" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
MesorregiãoOeste Potiguar IBGE/2008 [1]
MicrorregiãoMédio Oeste IBGE/2008 [1]
Distância até acapital268 km[2]
Características geográficas
Área881,806 km² [3]
População12 985 hab. IBGE/2010[4]
Densidade14,73 hab./km²
ClimaSemi-Árido SE
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH0,589 médio PNUD/2000 [5]
PIBR$ 75 779,535 milIBGE/2008[6]
PIB per capitaR$ 5 773,24 IBGE/2008[6]


Referências

  1. ↑ a b Divisão Territorial do BrasilDivisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2.  FEMURN. Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN. Página visitada em 7 de março de 2011.
  3.  IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4.  Censo Populacional 2010Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5.  Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do BrasilAtlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. ↑ a b Produto Interno Bruto dos Munic



FONTES:  historiadeupanema.blogspot.com/   www. wikipedia.org

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